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Os Festivais.
Na minha opinião uma das causas – a principal delas - para a pouca qualidade das músicas apresentadas nos festivais nativistas em geral é a escassez de bons temas, principalmente temas sociais. Lá de vez em quando surge uma coisa nova, mas geralmente é sempre a mesma coisa; cavalo, campo, china, mate amargo e alguns pealos em estrelas, nada que já não tenha sido suficientemente explorado, e bem explorado diga-se de passagem. Mas os autores não tem culpa se já não existe por exemplo, o tema “êxodo rural”, ou o tema “velhice mal remunerada do trabalhador rural”, que ao final da vida ainda tinha que changuear pelos arrabaldes da cidade. Hoje um casal aposentado pelo FUNRURAL ganha dois salários mínimos, o que lhes garante uma tranqüilidade quase que total ao final de suas vidas, e o homem das vilas faz o caminho inverso do pobre peão do passado, atraído pelos programas de reforma agrária. Que poeta se atreve a cantar a vida de um assentado ? Não há poesia nos minifúndios, poesia há nas grandes extensões de campo onde os gados abundam tanto quanto o dinheiro no bolso de seus proprietários. A vida do trabalhador do campo melhorou ( graças a programas governamentais ) a ponto de fazer com que belas composições do passado hoje não tenham mais sentido. Vejam só parte do grande clássico Pássaro Perdido ( hoje desatualizada ), ganhadora da 8ª Califórnia de autoria de Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Vasconcelos: “Veio a visão da cidade/ E o pago se fez lembrança/ Hoje amarga dura vida / Num pôr de sol de esperança Cativo ao brete das ruas/ Como pássaro perdido Negaceando alguma changa / No prato tão diminuído Por isso quando se encontra/ No fundo espelho de si Ouve o tempo debochando/ Bem te vi, já te vi bem Já te vi bem, bem te vi.” Onde estão autores desta obra prima? Os grandes poetas sumiram, assim como as grandes poesias, talvez porque eles não tenham mais nada para dizer ou quem sabe porque não queiram cair na repetitiva “ladainha de nossas façanhas”. Melhor assim, é preferível composições medíocres e realidades amenas do que boas composições e duras realidades . ( Não escutei nenhuma das composições que foram a palco durante a realização do festival Um canto para Martin Fierro, realizado neste final de semana em nossa cidade. Tomara que a composição ganhadora desta edição “quebre-me o bico” e eu me surpreenda cantarolando-a daqui a dez, quinze anos, assim como faço de tempos em tempos com a belíssima Pássaro Perdido).
Escrito por Cebolinha às 00h13
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Aquele Domingo Vermelho !!!

Escrito por Cebolinha às 14h45
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CÃMARA DE VEREADORES REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE IMÓVEIS DA RFFSA: A Câmara Municipal de Vereadores, através do gabinete do vereador Cláudio Coronel , estará realizando neste sábado, dia 19 de Dezembro as 10:00 hr. no plenário João Goularte, audiência pública que tratará da regularização fundiária dos imóveis da RFFSA – Rede Ferroviária Federal SA. O referido evento conta com o importante apoio do gabinete da Def. Fed. Emilia Fernandes, que por intermédio de Dagberto Reis, juntou esforços no sentido de que esse objetivo almejado por todas as famílias residentes em terreno e imóveis da Rede a muitos anos seja concretizado. Na audiência Pública que busca a regularização fundiária, estará presente a Dep. Emilia Fernandes e Rose Carla Silva Correia, Superintendente de Patrimônio da União-RS, autoridade federal responsável pelos imóveis referidos, também estarão presentes os representantes da Secretaria de Habitação Municipal Sergio Munhos e Jorge Luis Onze, que tem sido parceiros desse processo, que desde o ano de 2.007 o gabinete do vereador Cláudio Coronel vem trabalhando em conjunto com Julia Cossio, Celanira e Mara, lideranças do movimento do regularização fundiária. O vereador Coronel destaca a importância desse trabalho em conjunto a nível federal com a Participação da Dep. Emilia Fernandes e municipal com a efetiva participação da Secretaria Municipal de Habitação, demonstrando resultados que interessam a comunidade, e que podem trazer benefícios a centenas de famílias santanenses que aguardam uma definição com relação a esse processo a décadas. A base legal para a viabilização da regularização funciária dos terrenos e imóveis da RRFSA é a medida provisória n
º 2.220 do Governo Federal, que possibilita a obtenção de escrituras públicas de áreas federais de forma totalmente gratuitas, desde que essas sirvam para moraria das famílias, não sendo área superior a 250m2 com posse de fato a mais de 5 nos, e que as referidas famílias não possuam outro imóvel. As famílias que estejam enquadradas dentro desses requisitos , devem participar da audiência Pública de regularização dos imóveis da Rede Ferroviária Federal que ocorrera na Câmara de Vereadores, neste sábado 19 de dezembro.
Santana do Livramento, 15 de Dezembro de 2.009
vereador Cláudio Coronel
fones cel 91189183- 32433368
Escrito por Cebolinha às 22h27
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De Volta Para o Futuro.
"O desenvolvimento industrial de Livramento é muito grande. O município já ocupa o terceiro lugar como parque de produção industrial do Estado. Entretanto pela sua notável posição geográfica - a única no Brasil - visto estar a um passo dos formidáveis mercados consumidores das Republicas do Prata, com transportes baratos, rápidos e facílimos, em relação ao porto marítimo de Rio grande, cujo percurso é pequeno, em consequência de já estar pronto o ramal D. Pedrito-Livramento , esta comuna esta fadada a um progresso assombroso. Convém ainda não esquecer que, estando colocada entre os municípios de fronteira- todos eles de grande capacidade consumidora- pode tornar-se o celeiro de sua necessidades, no que está sendo favorecida por uma notável rede de estradas de ferro, destacando-se o Trem Internacional, direto de Montevidéo a São Paulo, que acaba de ser inaugurado com os melhores resultados possíveis. Atualmente existem 48 estabelecimentos industriais, empregando cerca de 3.000 operários." Calma pessoal , calma, não bebi nem fumei nada , apenas transcrevi parte da página 280 do livro " Aspectos Gerais de Livramento" de autoria de Fortunato Pimentel, datado de 1943. Fiquei imaginando o autor desembarcando hoje em nossa cidade. Pobre homem !!! Ninguém seria bandido o bastante para levá-lo por exemplo, ao Armour. O coitado teria um infarte. Diríamos a ele que a moda agora é não ter nada, que expandimos os nossos negócios, somos sócios das grandes plantações de maçãs. A moda agora é a maçã !!! Pronto !!! Ele se conformaria. E se ele mesmo assim ficasse desconfiado, diríamos também : _ Expandimos também nossas fronteiras, caro Fortunato , os marcos agora vão além da segunda praça de Rivera, os Free Shops são nossos, empregamos milhares de uruguaios. Eis o sucesso assombroso ao qual o Sr. se referia. Mentiríamos em nome do bem estar do Sr. Fortunato, zelaríamos por sua saúde. Além do mais se não temos mais hospital !!! Como ter um doente ? Teríamos que levá-lo para outra cidade. _Que ninguém sugira um trem !!! Se trem não tem !!! Mas se mesmo assim fossemos descobertos, faríamos ao autor a derradeira pergunta, na verdade duas : _ Caro Sr. Fortunato Pimentel : _ Onde foi que perdemos o futuro que o Sr. previa? _ Onde foi que nós erramos ?
Escrito por Cebolinha às 16h34
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Em tempos de crise é comum que em nome da geração de empregos alguns achem que podem fazer tudo ou desfrutar de benesses especias. Ora, eu emprego dez pessoas, portanto a entrada da minha empresa tem que ser cravejada de brilhantes e aquele que tem menos ou nenhum enpregado que se atole no barro. Eu já ouvi: _ Livramento não pode ter nada mesmo, qualquer fumacinha e já começam a reclamar. Como se empregar alguém fosse um salvo-conduto a anarquia. Reparem que na imagem abaixo uma quase imperceptível poeira que envolve o cerro ao fundo, antes verde. Segundo os moradores isto começou a acontecer depois que a ICCILA - Industria, Comércio e Construções Ibagé Ltda, instalou-se às margens da BR 290, pegadinho ao Lago do Batuva. Coincidência ou não, eles empregam, portanto, acham que podem. 
Escrito por Cebolinha às 09h03
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Escrito por Cebolinha às 00h06
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E por falar em linguiça,
contam o s mais antigos que havia um bolicheiro, com comércio localizado na linha divisória, que revendia uma linguiça de qualidade duvidosa mas que era um sucesso de venda devido ao seu preço baixo. Este comerciante, que também era um aficcionado por futebol, não resistindo a possibilidade de " flautiar " nossos irmãos uruguaios, colocou em destaque promocional, mesmo que isto desmerecesse o produto oferecido, um dia após um tumultuado jogo entre as seleções brasileira e uruguaia. Dizia na pedra : Promoção Linguiça La Celeste !!! Só Sangue, Nervo e Coração !!!
Escrito por Cebolinha às 12h53
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LEISGUIÇA NELES.
Cada dia mais me convenço que as leis foram feitas para quem trabalha e tem endereço fixo. Depois que estas leis atiraram muitos pequenos produtores de leite na clandestinidade e que obrigaram outros tantos a trabalharem praticamente de graça para a indústria, agora chegou a vez da lingüiça. É tanta frescura, e o nome é este mesmo, frescura, que passará a ser exigido de quem produz este embutido que 80 % dos açougues desistirão de sua produção ou terão que arranjar um jeito de burlar a lei. Ora, justo agora que se aproxima o final de ano e que conterrâneos nossos retornam a nossa cidade “ secos “ por comer um linguicinha caseira, cansados de ter que engolir salsichão, que nada mais é do que uma maneira que a indústria conseguiu de se livrar de seus restos, que na verdade deveriam ir para o lixo, mas que disfarçados com salitre ( seu excesso é potencialmente cancerígeno ), e agora com a mais nova invenção que é uma farinha denominada proteína de soja, que faz o produto ganhe peso, enfeitam os balcões dos supermercados protegidos por estas leis ordinárias. Quem ganhará com isso ? Os açougues de Rivera é claro. Aliás, Rivera tem nos ganhado todas !!!
Escrito por Cebolinha às 09h09
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Os Açougues.
Imaginem o risco que corre um fiscal do ICMs que atua na rua exigindo notas fiscais de caminhoneiros vindos dos mais distantes pontos do Brasil e que conta apenas com um PM como segurança de sua integridade física. Quem garante que ao abordar um veículo qualquer eles não sejam agredidos ou até mesmo vítimas de violência maior? Na minha opinião um PM só é pouco para este tipo de atividade. Por outro lado eu gostaria de saber o motivo que leva a Brigada Militar a fazer uso de duas viaturas ( caminhonetes cabines duplas ) e muitas vezes até seis PMs para dar apoio a fiscalização de rotina da vigilância sanitária a açougues de nossa cidade ? Que ameaça tão grande podem oferecer aos referidos fiscais comerciantes que são sempre os mesmos, bem identificados , com endereço fixo, com CPF, CNPJ e na sua maioria pais de família sem antecedentes criminais ? É um absurdo a pirotecnia desprendida por estes policiais que deveriam proteger comerciantes e não tomá-los de assalto muitas vezes com excesso de autoridade e má educação. Não entendo como a Brigada Militar pode queixar-se de falta de efetivo e falta de viaturas para atender a população em geral ( quantas vezes ouvimos esta desculpa ? ) se para intimidar quem está trabalhando usa de força desproporcional. _Caro Coronel Comandante, que ainda é um novato por aqui, sua tropa ainda segue os moldes daqueles que se perpetuaram em nossa cidade defendendo interesses próprios e de seus camaradas. Ou o Sr. muda esta mentalidade ou sua passagem por nossa cidade será a de um mero turista, espectador dos acontecimentos.
Escrito por Cebolinha às 00h51
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Henri Cristi visita os Estados Unidos. Qual o nome do filme ? 
Resposta : American Pai !!!
Escrito por Cebolinha às 21h40
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